Como visitar Cuba do jeito certo

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Cuba

Existe um motivo para Cuba ser a nova tendência em viagens.

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Por Christopher P. Baker

Estamos atravessando o bulevar da orla do Malecón, em Havana, em um conversível Edsel 1958 cereja e creme. Essa é uma das sete relíquias de teto solar de Detroit que foram contratadas para a última noite de aventura das Expedições da National Geographic, que estou conduzindo. Os viajantes se animam quando o chofer toca suas músicas favoritas em um calíope acionado por ar comprimido. A cada quatro carros, encontramos um decrépito clássico dos anos 50, roncando ao descer as ruas ao ritmo da rumba que toca no rádio. É uma versão da "viagem à zona do crepúsculo", que se torna ainda mais surreal graças aos outdoors com slogans socialistas e imagens de Che Guevara e Fidel de barba. À medida que o sol se põe no horizonte do Atlântico, um céu escarlate ilumina os arranha-céus de inspiração art déco e modernista, que lembram a Havana de antes da revolução. Nem Hollywood poderia ter imaginado um cenário mais icônico.

A paisagem de Cuba, congelada no tempo e livre da massiva propaganda de multinacionais, está finalmente à beira de uma invasão americana. De repente, o fruto proibido deixou de ser um tabu. A declaração dada pelo Presidente Obama, em 17 de dezembro de 2014, de que os EUA e Cuba pretendem retomar relações diplomáticas, foi um prenúncio do relaxamento das restrições de viagens entre os dois países. Parece que todo cidadão americano que tem um passaporte foi seduzido: A diminuição da tensão promoveu um aumento de 36% das visitas de americanos à ilha, no primeiro trimestre de 2015. A reabertura da Embaixada Americana em Cuba, em julho de 2015, certamente manterá essa tendência.

"As novas normas permitem que cidadãos americanos viagem para Cuba sem antes ter de pedir permissão ao Tio Sam, desde que a viagem se encaixe em uma das 12 categorias permitidas, como viagem jornalística ou religiosa", afirma David Lee, consultor Virtuoso que vive em Orlando e já viajou diversas vezes para Cuba. No entanto, o turismo comum permanece proibido. A retirada das restrições de viagem dependerá de uma lei do Congresso americano.

Até lá, a forma legal mais simples de viajar para Cuba é por meio da inscrição em um programa educacional "People-to-People" (P2P), como aqueles oferecidos por empresas licenciadas pela Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro Americano. "Também podemos personalizar itinerários privados mais flexíveis, adequados às necessidades específicas de clientes que se encaixam nas 12 categorias licenciadas, desde que cumpramos os requisitos da OFAC para viagens legais", acrescenta Lee. Isso inclui a manutenção de documentos que comprovem que o viajante não excedeu a agenda permitida. No que se refere às acomodações, os hotéis de Cuba operam na faixa orçamentária, mas o sistema de estrelas do país é excessivamente generoso, e os grupos turísticos dos EUA pagam um valor extra. Os hotéis administrados por estrangeiros são sempre superiores àqueles operados pelas redes cubanas.

Resultado: vale a pena contar com um consultor de viagens que saiba como "navegar" precisamente nesse campo minado de leis e logística, ajudando os viajantes a evitar possíveis violações à lei. Por exemplo, os viajantes a Cuba podem voar direto dos EUA usando voos fretados, que devem ser reservados por um "agente de viagens" licenciado. "No entanto, para atender aos requisitos da OFAC, todo o itinerário deve estar de acordo com as categorias permitidas", observa Lee.

Apareceu originalmente na edição de setembro de 2015 da Virtuoso Life.
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